Calculadora de Queda de Tensão

Última atualização: 2026-08-10

Use a Calculadora de Queda de Tensão para obter resultados precisos. Insira os valores abaixo.
Dados
Parâmetros técnicos
Dimensões
Resultado
Insira os valores e pressione Calcular
Common Sizes — Click to Fill
Comprimento circuito (m) Seção cabo (mm²) (mm²) Corrente (A) (A)
Alumbrado (1.5 mm²) 15 m 1.5 mm² 8 A
Tomas salón (2.5 mm²) 25 m 2.5 mm² 16 A
Electrodomésticos (4 mm²) 30 m 4 mm² 25 A
Climatización (6 mm²) 40 m 6 mm² 32 A
Subcuadro exterior (10 mm²) 55 m 10 mm² 40 A

A instalação elétrica de qualquer edifício, seja residencial ou comercial, precisa respeitar normas rigorosas para garantir segurança e eficiência. Um dos cálculos mais críticos nesse processo é o da perda de tensão ao longo dos condutores. A Calculadora de Queda de Tensão que apresentamos aqui foi desenvolvida para verificar de forma rápida e gratuita se o seu cabo atende aos requisitos da NBR 5410. Basta inserir a seção do cabo, o comprimento do circuito, a corrente e a tensão, e o resultado é imediato, sem necessidade de cadastro.

O que a Calculadora de Queda de Tensão faz e quando deve ser usada

Esta ferramenta online calcula a queda de tensão real (em volts e em percentagem) que ocorre num condutor elétrico, comparando o resultado com o limite máximo de 3% exigido pela norma NBR 5410 para circuitos de iluminação e de força. A queda de tensão é um fenómeno normal em qualquer instalação, mas quando ultrapassa o limite, pode causar mau funcionamento de equipamentos, aquecimento excessivo dos cabos e até riscos de incêndio. Utilize a calculadora sempre que estiver a dimensionar uma nova instalação, a substituir cabos antigos, a verificar um projeto elétrico ou a diagnosticar problemas como lâmpadas a piscar ou motores a trabalhar com dificuldade. É especialmente útil em instalações com grandes distâncias, como garagens, anexos, sistemas de irrigação ou ligações a painéis solares.

A fórmula explicada passo a passo

O cálculo realizado pela calculadora baseia-se na fórmula clássica da queda de tensão em corrente contínua ou alternada (considerando fator de potência unitário e condutor de cobre). A expressão é a seguinte:

Queda de tensão (V) = (2 × L × I) / (σ × S)

Onde cada variável tem o seguinte significado:

Após calcular a queda em volts, a ferramenta calcula automaticamente a percentagem em relação à tensão nominal inserida:

Queda percentual (%) = (Queda em V / Tensão nominal V) × 100

O resultado final indica se o valor é inferior ou igual a 3% (cumpre a NBR 5410) ou superior (não cumpre). A tensão padrão em Portugal para circuitos monofásicos é de 230 V, mas a calculadora permite inserir qualquer valor (ex.: 400 V para trifásico, embora a fórmula simplificada seja mais precisa para monofásico).

Exemplos práticos passo a passo

Exemplo 1: Iluminação de uma oficina

Dados de entrada:

Cálculo manual:

Solução prática: Seria necessário aumentar a secção do cabo para 4 mm² ou reduzir o comprimento para cerca de 30 m.

Exemplo 2: Tomada de uso geral numa cozinha

Dados de entrada:

Cálculo manual:

Este segundo exemplo mostra que, para circuitos curtos e correntes moderadas, cabos de secção reduzida podem ser suficientes.

Erros comuns ao calcular a queda de tensão

Mesmo com uma ferramenta prática, alguns enganos repetem-se nas instalações portuguesas. Eis os mais frequentes:

  1. Confundir comprimento total com comprimento simples. A fórmula exige o comprimento total do condutor (ida e volta). Muitas pessoas inserem apenas a distância entre o quadro e o ponto de consumo, esquecendo o retorno. O resultado aparece subdimensionado, e a instalação pode ficar com queda superior ao permitido.
  2. Ignorar a influência da temperatura. A condutividade do cobre (σ = 56) é válida para 20°C. Em temperaturas mais altas (ex.: cabos em contacto com isolamento térmico), a condutividade diminui e a queda real pode ser maior. Para instalações expostas a calor, recomenda-se usar um fator de correção ou consultar tabelas específicas.
  3. Usar a tensão incorreta. Em Portugal, a tensão nominal monofásica é 230 V. Se o circuito for trifásico (400 V), a percentagem de queda deve ser calculada de forma diferente, com um fator de √3 (raiz de 3) na fórmula. A nossa calculadora assume o caso monofásico simples; para trifásico, os resultados são uma aproximação.
  4. Esquecer que a NBR 5410 aplica o limite de 3% para circuitos terminais e de 5% para o total da instalação. A calculadora verifica apenas o limite de 3% (circuito terminal). Se estiver a dimensionar o ramal de entrada, deve considerar o limite mais alargado.

Perguntas frequentes sobre a Calculadora de Queda de Tensão

Por que a calculadora não pede o material do condutor?

A ferramenta assume que o condutor é de cobre, o material mais utilizado em instalações elétricas residenciais e comerciais em Portugal. Se o seu cabo for de alumínio, a condutividade é menor (aproximadamente 34 m/(Ω·mm²)), e o resultado da calculadora não será preciso. Para alumínio, será necessário um cálculo manual ou uma versão específica da ferramenta.

O resultado "Não cumpre' significa que tenho de refazer toda a instalação?

Não necessariamente. O resultado indica que a secção ou o comprimento atuais não garantem a queda inferior a 3%. As soluções mais comuns são: aumentar a secção do cabo, reduzir o comprimento do circuito (reposicionando o quadro elétrico) ou dividir a carga em dois circuitos mais pequenos. Em alguns casos, a instalação pode ainda ser aceite se o desvio for muito pequeno e for compensado por equipamentos com tolerância adequada, mas essa decisão cabe a um eletricista qualificado.

Posso usar a calculadora para circuitos trifásicos?

Sim, mas com algumas limitações. A fórmula utilizada é a de um circuito monofásico (fator 2x comprimento). Para trifásico equilibrado, a fórmula correta é: Queda (V) = (√3 × L × I) / (σ × S). Se inserir os dados na nossa calculadora, o resultado será ligeiramente diferente (cerca de 13% inferior ao valor real para trifásico). Para uma verificação rigorosa, recomenda-se a fórmula específica ou uma calculadora dedicada a sistemas trifásicos.

Escrito e revisado pela equipe editorial do CalcToWork. Última atualização: 2026-08-10.