Calculadora de Hipoteca
Última atualização: 2026-08-10
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| principal | interest_rate | years |
|---|---|---|
| 100000 | 3.5 | 30 |
| 150000 | 4 | 25 |
| 200000 | 4.5 | 30 |
| 300000 | 5 | 30 |
| 500000 | 5.5 | 25 |
Comprar casa é um dos passos financeiros mais importantes na vida de qualquer pessoa, e para tomar uma decisão informada, é essencial saber exatamente quanto vai pagar todos os meses. A Calculadora de Hipoteca é a ferramenta ideal para simular o seu crédito habitação: ela calcula a prestação mensal, os juros totais e o custo final da sua hipoteca, ajudando-o a planear o seu orçamento familiar com transparência e sem surpresas. Utilize esta calculadora sempre que estiver a avaliar um imóvel, a comparar propostas de bancos ou a renegociar o seu emprédimo atual.
O que a Calculadora de Hipoteca faz e quando deve usá-la
A Calculadora de Hipoteca foi desenvolvida para transformar dados simples (preço do imóvel, entrada, taxa de juro e prazo) numa previsão financeira completa. Ao preencher os campos, obtém de imediato o valor da prestação mensal, o montante total de juros que pagará ao longo do contrato e o custo total do empréstimo (soma de todas as prestações). Esta ferramenta é útil em várias situações:
- Antes de comprar casa: para saber quanto pode pedir ao banco e qual será a prestação real.
- Na comparação de ofertas: para testar diferentes taxas de juro e prazos, vendo como variam os juros totais.
- No planeamento financeiro: para ajustar a entrada (entrada_pct) e perceber como um valor maior reduz os juros e o prazo.
- Na renegociação: para simular o impacto de uma descida da taxa de juro no seu contrato atual.
Fórmula explicada: como os cálculos são feitos, variável por variável
O coração da calculadora é a fórmula da prestação mensal de um empréstimo com juros compostos (sistema francês). Cada variável corresponde diretamente aos campos que preenche:
- precio_vivienda (P): o preço total do imóvel em euros. É o valor base de todo o cálculo.
- entrada_pct (E): a percentagem do preço que já tem disponível para dar de entrada. O valor emprestado (principal) será P * (1 - E/100). Exemplo: se a casa custa 200.000€ e dá 20% de entrada, o principal é 200.000 * 0,80 = 160.000€.
- interes_anual_pct (R): a taxa de juro anual nominal (TAN) aplicada pelo banco, em percentagem. A fórmula converte-a para taxa mensal: r = R / 100 / 12.
- plazo_anos (N): a duração total do empréstimo em anos. O número total de prestações mensais é n = N * 12.
A fórmula da prestação mensal (cuota) é a seguinte:
cuota = principal * [ r * (1 + r)^n ] / [ (1 + r)^n - 1 ]
Se a taxa de juro for 0% (r=0), a prestação é simplesmente principal / n.
Depois de calcular a prestação:
- Custo total do empréstimo (total): cuota * n
- Juros totais (intereses): total - principal
Todo o resultado é arredondado a duas casas decimais (cêntimos), seguindo a convenção portuguesa.
Exemplos práticos com números concretos
Exemplo 1: Compra de um T2 em Lisboa
| Variável | Valor |
|---|---|
| Preço do imóvel (precio_vivienda) | 250.000 € |
| Entrada (entrada_pct) | 25% |
| Taxa de juro anual (interes_anual_pct) | 3,5% |
| Prazo (plazo_anos) | 30 anos |
Cálculo: Principal = 250.000 * (1 - 0,25) = 187.500 €. Taxa mensal r = 0,035 / 12 ≈ 0,0029167. Número de prestações n = 360.
Prestação mensal = 187.500 * [0,0029167 * (1,0029167)^360] / [(1,0029167)^360 - 1] ≈ 841,82 €.
Resultados:
- Prestação mensal: 841,82 €
- Juros totais: 115.455,20 €
- Custo total do empréstimo: 302.955,20 €
Exemplo 2: Apartamento no Porto com entrada maior
| Variável | Valor |
|---|---|
| Preço do imóvel (precio_vivienda) | 180.000 € |
| Entrada (entrada_pct) | 40% |
| Taxa de juro anual (interes_anual_pct) | 4% |
| Prazo (plazo_anos) | 25 anos |
Cálculo: Principal = 180.000 * (1 - 0,40) = 108.000 €. r = 0,04 / 12 ≈ 0,0033333. n = 300.
Prestação mensal = 108.000 * [0,0033333 * (1,0033333)^300] / [(1,0033333)^300 - 1] ≈ 569,80 €.
Resultados:
- Prestação mensal: 569,80 €
- Juros totais: 62.940,00 €
- Custo total do empréstimo: 170.940,00 €
Erros comuns ao utilizar a calculadora (e como evitá-los)
- Ignorar as taxas extras: a calculadora usa a TAN (taxa de juro nominal). No entanto, o crédito habitação inclui seguros comissões e spread. O valor real da prestação será ligeiramente superior ao calculado. Use a TAN do banco, mas saiba que a prestação final pode variar em 20-50 €.
- Confundir entrada (entrada_pct) com poupança total: a calculadora usa a percentagem de entrada que vai dar no momento da compra. Muitos utilizadores colocam a poupança total, que inclui impostos e despesas de escritura. A entrada deve ser apenas o valor que reduz o capital pedido.
- Prazos demasiado curtos ou longos: simular um prazo de 30 anos reduz a prestação, mas aumenta os juros totais. Já um prazo de 15 anos pode tornar a prestação incomportável. Teste sempre vários prazos (20, 25, 30 anos) para encontrar o equilíbrio ideal.
- Não verificar a taxa de juro atual: as taxas variam semanalmente. Utilize sempre a TAN mais recente do seu banco ou a simulação do Banco de Portugal. Taxas desatualizadas podem dar resultados muito diferentes.
- Esquecer o impacto da inflação: a calculadora não considera inflação ou subida de taxas variáveis. Para cenários realistas, adicione 1-2% à taxa de juro simulada para testar a sua resiliência financeira.
Perguntas frequentes (FAQ)
O resultado da calculadora é o mesmo que uma simulação bancária?
Não exatamente. A Calculadora de Hipoteca fornece uma estimativa matemática pura, baseada na TAN. Os bancos adicionam spreads, comissões de processo, seguros de vida e multirriscos. Use este valor como referência inicial, mas peça sempre simulações personalizadas ao seu banco para o valor final.
Preciso de preencher todos os campos para obter um resultado?
Sim. A calculadora precisa do preço do imóvel, da percentagem de entrada, da taxa de juro anual e do prazo em anos. Se algum destes campos estiver vazio, o cálculo não é realizado. Se a taxa de juro for 0%, a calculadora assume prestações lineares (sem juros).
A entrada (entrada_pct) influencia muito o custo total?
Sim, e de forma significativa. Quanto maior for a entrada, menor é o capital pedido e, consequentemente, menores são os juros totais. Por exemplo, no Exemplo 1, uma entrada de 25% resultou em 115.455 € de juros. Se a entrada fosse de 30%, o principal seria 175.000 € e os juros totais desceriam para cerca de 107.800 €. Aumentar a entrada é uma das estratégias mais eficazes para reduzir o custo final do empréstimo.