Calculadora de Hipoteca
Última atualização: 2026-08-10
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| Preço da casa (EUR) | Entrada % (%) | Anos (yr) | Taxa anual % (%) | |
|---|---|---|---|---|
| Starter | 150000 EUR | 10 % | 30 yr | 3.5 % |
| Average | 225000 EUR | 15 % | 30 yr | 3.5 % |
| High | 300000 EUR | 20 % | 30 yr | 3.5 % |
| Premium | 450000 EUR | 30 % | 30 yr | 3.5 % |
| Enterprise | 600000 EUR | 40 % | 30 yr | 3.5 % |
A Calculadora de Hipoteca é uma ferramenta essencial para quem está a planear adquirir uma casa em Portugal, pois permite estimar o valor da prestação mensal do empréstimo bancário. Com esta calculadora, pode simular diferentes cenários de financiamento, ajudando a tomar decisões mais informadas sobre o crédito à habitação.
O que faz a Calculadora de Hipoteca e quando usá-la
Esta calculadora determina o valor da prestação mensal fixa de um empréstimo hipotecário, baseando-se no montante pedido ao banco, na taxa de juro anual e no prazo do empréstimo em anos. É particularmente útil em várias fases do processo de compra de casa:
- Antes de pedir um crédito à habitação, para ter uma noção realista do esforço financeiro mensal.
- Para comparar diferentes propostas de bancos, variando prazos e taxas de juro.
- Ao avaliar se o orçamento familiar suporta a aquisição de um imóvel específico.
- Durante o planeamento financeiro, para integrar a prestação da casa no orçamento mensal.
- Para analisar o impacto de amortizações antecipadas ou pagamentos extra no custo total do empréstimo.
- Na decisão entre taxa fixa e taxa variável, simulando diferentes cenários de evolução das taxas.
A fórmula do cálculo da prestação
A prestação mensal fixa é calculada utilizando o sistema de amortização francês, também conhecido como tabela price. A fórmula é a seguinte:
P = M × r × (1 + r)^n / ((1 + r)^n – 1)
Onde cada variável representa:
- P – Prestação mensal (o valor que vai pagar todos os meses ao banco).
- M – Montante do empréstimo (o capital que pede ao banco, sem incluir entrada ou outros custos).
- r – Taxa de juro mensal (resulta da divisão da taxa de juro anual por 12). Por exemplo, se a taxa anual for 4%, a taxa mensal é 0,04 ÷ 12 = 0,003333.
- n – Número total de prestações (número de anos do empréstimo multiplicado por 12). Um crédito a 30 anos tem 360 prestações mensais.
O sistema de amortização francês garante que a prestação se mantém constante durante todo o período do empréstimo, mas a composição de cada prestação varia: nos primeiros anos, a maior parte do valor pago corresponde a juros; nos últimos anos, a maior parte amortiza o capital em dívida.
Exemplo 1: Empréstimo de 150.000 euros a 30 anos
Problema: Um casal pretende pedir um crédito à habitação de 150.000 euros, com uma taxa de juro anual de 3,2%, para pagar em 30 anos.
- Dados:
- M = 150.000 euros; r = 0,032 ÷ 12 = 0,002667; n = 30 × 12 = 360 prestações.
- Nota: Para efeitos de cálculo prático, a taxa mensal é arredondada para 0,002667 (ou 0,2667% ao mês).
- Cálculo da prestação mensal:
- P = 150.000 × 0,002667 × (1,002667)^360 / ((1,002667)^360 – 1)
- P ≈ 150.000 × 0,002667 × 2,5917 / (2,5917 – 1)
- P ≈ 150.000 × 0,002667 × 2,5917 / 1,5917
- P ≈ 150.000 × 0,004343
- P ≈ 651,45 euros (valor aproximado).
Resposta: A prestação mensal será de aproximadamente 651,45 euros. Ao longo dos 30 anos, o total pago (capital + juros) será de cerca de 234.522 euros, dos quais 84.522 euros correspondem a juros.
Exemplo 2: Empréstimo de 200.000 euros a 20 anos
Problema: Uma família pretende um empréstimo de 200.000 euros, com taxa de juro anual de 2,8%, para pagar em 20 anos.
- Dados:
- M = 200.000 euros; r = 0,028 ÷ 12 = 0,002333; n = 20 × 12 = 240 prestações.
- Cálculo da prestação mensal:
- P = 200.000 × 0,002333 × (1,002333)^240 / ((1,002333)^240 – 1)
- P ≈ 200.000 × 0,002333 × 1,7474 / (1,7474 – 1)
- P ≈ 200.000 × 0,002333 × 1,7474 / 0,7474
- P ≈ 200.000 × 0,005454
- P ≈ 1.090,80 euros (valor aproximado).
Resposta: A prestação mensal será de aproximadamente 1.090,80 euros. O total pago ao longo dos 20 anos será de cerca de 261.792 euros, dos quais 61.792 euros são juros. Comparando com o exemplo anterior, apesar de a prestação ser mais alta, poupa-se mais de 22.000 euros em juros graças ao prazo mais curto.
Erros comuns ao calcular uma hipoteca
Muitas pessoas cometem erros ao simular um crédito à habitação, o que pode levar a surpresas desagradáveis. Conheça os mais frequentes:
- Não incluir os custos adicionais: A prestação calculada pela fórmula considera apenas capital e juros. Na realidade, a prestação mensal inclui seguros (vida e multirriscos), comissões bancárias e, em alguns casos, o imposto do selo. Ignorar estes encargos pode subestimar o esforço financeiro real.
- Confundir a taxa anual com a taxa mensal: É muito comum aplicar diretamente a taxa anual nos cálculos mensais. Por exemplo, usar 4% ao mês em vez de 0,333% (4% dividido por 12). Este erro pode levar a prestações sobrestimadas em mais de 100%.
- Não considerar o custo total do empréstimo: Muitos olham apenas para o valor da prestação mensal, esquecendo-se de calcular os juros totais pagos ao longo dos anos. Um empréstimo com prestação baixa pode custar muito mais a longo prazo.
- Ignorar que as primeiras prestações pagam sobretudo juros: Nos primeiros anos, a dívida diminui muito lentamente. Se vender a casa passados 5 anos, ainda deve grande parte do capital inicial, o que pode ser um choque financeiro.
- Não simular cenários de subida de taxas: Nos créditos com taxa variável, a prestação pode aumentar significativamente com a subida da Euribor. Fazer contas apenas com a taxa atual é um erro comum.
Perguntas frequentes sobre a Calculadora de Hipoteca
A prestação calculada inclui seguros e impostos?
Não. Esta calculadora determina apenas o valor referente ao capital e aos juros do empréstimo. Os seguros de vida e multirriscos, o imposto do selo e outras comissões bancárias são encargos adicionais que devem ser somados para obter a prestação real. Em Portugal, é prática comum os bancos exigirem estes seguros como condição para a concessão do crédito.
Qual o prazo mais vantajoso: 20, 30 ou 40 anos?
Depende da sua capacidade de pagamento. Prazos mais curtos (20 anos) têm prestações mais altas, mas reduzem drasticamente os juros totais. No exemplo dos 200.000 euros a 20 anos, pagou cerca de 61.000 euros de juros; se escolhesse 40 anos com a mesma taxa, os juros ultrapassariam os 130.000 euros. Já prazos de 40 anos são populares entre jovens que precisam de prestações baixas, mas implicam um custo total muito superior.
Como posso reduzir o custo total do meu empréstimo?
Existem várias estratégias eficazes: fazer amortizações antecipadas (mesmo que parciais) reduz o capital em dívida e encurta o prazo; negociar um spread mais baixo com o banco; optar por um prazo mais curto se tiver capacidade financeira; e, em cenários de taxas baixas, ponderar a taxa fixa para se proteger de futuras subidas.